PM de São Paulo mata em média 565 pessoas por ano

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PM de São Paulo matou, de 2006 a 2010, 2262 pessoas. Média de 565,5 mortes por ano numa população de 41 milhões de pessoas.

A polícia dos EUA matou, no mesmo período, 1963 pessoas. Média de 423,25 mortes por ano numa população de 313 milhões de pessoas.

A polícia da Alemanha, em todo o ano de 2011, disparou apenas 85 tiros, que causaram 6 mortes, numa população de 81 milhões de pessoas.

Média de mortes protagonizadas pela Polícia por 100 mil/hab (para efeitos comparativos):

  • São Paulo: 1,37.
  • EUA: 0,13.
  • Alemanha: 0,007.

A diferença para os norte americanos é insana, e quando se compara com a situação da Alemanha a coisa desanda numa proporção que deixa qualquer um sem palavras. O caso recente do publicitário paulista morto por policiais em uma abordagem criminosa e desastrada é um exemplo claro do despreparo da força policial de São Paulo (e acho que quase todo mundo concorda que dá para extender esse julgamento para todas as polícias estaduais do Brasil). Quando vemos policiais nas ruas, ao invés de segurança, o que sentimos é ansiedade e medo: sabemos que aqueles profissionais vivem diariamente em situações estressantes, de perigo de vida, sem equipamento, treinamento e salário suficientes.

E aí, a polícia no Brasil é violenta ou não é? De quem é a culpa? Mais uma vez é deles: os maus políticos brasileiros.

Postado em 23/7/2012 por rslonik • Comentar »

Vídeo de sexo de assessora parlamentar resulta em demissão

Brasil é realmente a Terra da Fantasia. Vejam essa:

A advogada Denise Leitão Rocha, assessora parlamentar do senador Ciro Nogueira (PP-PI), será demitida do cargo comissionado que ocupa no Senado Federal desde janeiro de 2011.

- Não é uma demissão por justa causa, até porque não existe isso em cargos comissionados. Ela era uma excelente funcionária. Ela está sendo desligada não por causa do vídeo. Mas pelo constrangimento que está sendo criado para o senador.

De férias do Senado desde o início da semana, Denise é o principal assunto do Congresso Nacional há uma semana, desde que um vídeo com cenas íntimas suas e de um homem vazou misteriosamente, primeiro entre celulares e tablets do Senado e agora na web.

Um vídeo íntimo que se espalhou pelo Senado resultou na demissão da protagonista, uma advogada que era assessora parlamentar de um senador. O erro dela, causa da sua demissão, foi o constrangimento de um senador. De um intocável parlamentar. O quão irônico é esse fato? Cabe ressaltar que um vídeo não pula sozinho de celular em celular, tablet em tablet. Só essa ressalva já mostra o quão ético é o povo eleito pelo povo. A turma que trabalha em Brasília mostra, mais uma vez, que adora uma sacanagem (dessa vez uma foda particular, porque geralmente fodem com a população inteira).

Desse fato podemos concluir que a turma de Brasília faz do público (nosso dinheiro) privado, e faz da vida privada (o sexo da Denise) coisa pública.

via Extra

Postado em 20/7/2012 por rslonik • Comentar »

Dinheiro ou armas. O que vale mais?

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O que vale mais: armas ou dinheiro? Em que ponto da economia é possível ligar estas duas coisas, e qual é o paralelo do poder do dinheiro e do poder das armas. Nesse post você vai ler porque os EUA estão muito longe de estarem encrencados com todas as dívidas e crises econômicas que estão nas mãos.

Não tenho apoio bibliográfico para o que vou dizer, é produto apenas das minhas ideias, que angariando novos dados e argumentos, dá passos rumo a melhor compreensão do mundo. Se você não concorda e tem seus argumentos, joga nos comentários e vamos discutir o assunto.

Dinheiro

O dinheiro é um pedaço de papel em que todos confiam e acreditam. A crença no dinheiro é maior do que a crença em Deus. Leve uma maleta cheia de dólares para qualquer canto do mundo e você poderá comprar comida, objetos, etc. Dinheiro é, de fato, uma moeda de troca baseada na confiança. Confiança em quem? Nos governos! Somente acreditamos no dinheiro porque o governo – em última análise, a instituição país – diz que aquilo tem o determinado valor para troca por mercadoria e serviços.

A materialização mais óbvia dessa confiança são os títulos de dívidas pelos quais os governos financiam sua manutenção e crescimento. No cenário de hoje, temos numa ponta os países que tem total confiança dos investidores internacionais (donos de muito dinheiro) e na outra os países de governos desestabilizados, como as ditaduras assassinas no continente africano (e a Argentina hahaha).

A confiança nos governos é medida através da sua capacidade de pagar as dívidas e honrar acordos. Como qualquer coisa mensurável, isso também gerou um índice que é medido e definido de diversas formas por diversas agências de crédito especializadas. Uma das agências é a Standart & Poor’s, no gráfico a seguir podemos ver a classificação da S&P a respeito dos principais países do mundo:

Recentemente os Estados Unidos foram rebaixados do nível AAA para o AA devido a crise econômica deflagada em 2008 pelo crash do setor imobiliário e financeiro. O Brasil vem escalando o ranking e recentemente alcançou o nível BBB.

As notas da S&P levam em consideração muitas variáveis e não é o intuito desse post comentá-las. Quero apenas demonstrar que diferentes países tem diferentes capacidades pagadoras diretamente relacionadas ao nível de confiança em sua situação econômica atual. Isso quer dizer, na prática, que a moeda do país ou do bloco econômico é lastreada unicamente pela confiança percebida.

O lastro do dinheiro, até 1971, era o ouro. Isso significava que para cara dólar impresso pelo governo dos EUA, havia uma quantia em ouro equivalente nos cofres do tesouro. E todas as outras moedas do mundo eram lastreadas através de câmbio flutuante (ou não) pela cotação do dólar (como ainda é nos dias de hoje). Em 1971 devido a necessidade de aumentar o endividamento por causa da guerra no Vietnã, o presidente Richard Nixon quebrou o acordo Bretton Woods, acordo esse que havia definido o lastro do dólar ao ouro e das outras moedas ao dólar.

A partir daí, o que segura o dinheiro é a confiança dos investidores na capacidade dos governos de honrarem seu compromisso de pagamento. Ou seja, chegamos novamente à mesma conclusão: o lastro do dinheiro é a confiança.

Armas

Os Estados Unidos da América depois da Segunda Guerra Mundial adotaram uma política rotulada de imperialista por diversos estudiosos. Consiste basicamente em impor sua vontade ao resto do mundo. Suas empresas se espalharam pelo planeta vendendo seus produtos e coletando recursos como petróleo, sua cultura foi disseminada com ajuda do cinema, e sua tecnologia mais desenvolvida permitiu mais eficiência em qualquer campo de trabalho humano. Esses movimentos são até anteriores à II Guerra, mas depois dela se intensificaram drasticamente.

A única grande oposição contra a vontade dos EUA veio da União Soviética entre o fim da II Guerra e o fim da URSS, período conhecido como Guerra Fria, no qual o mundo bi-polarizado por duas forças atômicas vivia em constante ameaça de um apocalipse nuclear. Após a queda da URSS em 1991, o caminho ficou livre para o Tio Sam continuar a expansão de seu mercado e ideias.

Então a contínua expansão de mercado, busca por riqueza, e propaganda ideológica norte americana continuou sem tréguas.

O desenvolvimento econômico foi explosivo, e apesar de algumas pequenas crises mundiais, o mundo seguiu num período de intenso crescimento. A tecnologia – criada e gerenciada majoritariamente pelos Estados Unidos – elevou a humanidade para um próximo passo, o da comunicação instantânea, e consequentemente, da globalização.

Tal crescimento não poderia se sustentar para sempre. É como alguém caminhando sem parar por dias, em algum momento ela terá que parar e sofrer com as bolhas em seus pés. Foi isso que aconteceu com os EUA, o boom econômico chegou a um período de forçada correção, a gota d’água foi a crise de 2007. Até hoje os reflexos na economia e modo de vida americanos são muito visíveis. O resto do mundo também foi forçado a se corrigir: Grécia e Espanha são os exemplos mais vivos desse movimento.

Porém, algo que os Estados Unidos fizeram durante este longo período de crescimento faz com que seu posto de liderança no mundo esteja assegurada: tecnologia militar.

Ano passado os Estados Unidos gastaram mais de 711 bilhões de dólares com suas forças militares. O segundo lugar no ranking de gastos militares foi a China, com 143 bilhões. Isso mesmo, quase CINCO vezes menos. Saiba que se somados a China e os oito países seguintes do ranking ainda assim não se alcança a soma do orçamento militar dos EUA.

A posição de liderança militar dos EUA no mundo é incontestável. Além disso, sua relação de amistosidade com outros grandes jogadores (China, Inglaterra, Rússia, Israel, França, Alemanha, Índia e Paquistão) garante a mais absoluta força bruta necessária para conter qualquer ameaça.

Quem pega o bife? O dono do dinheiro ou o dono do rifle?

Coloquemos uma situação hipotética: existem apenas duas pessoas em uma arena, de um lado João com muito dinheiro no bolso, do outro lado José com um rifle carregado – e ele sabe atirar. Ambos precisam comer alguma coisa para não morrer de fome nos próximos minutos. No centro existe um belo pedaço de carne pronta para o consumo, que irá garantir somente a vida de um deles – é impossível dividir. Quem irá sobreviver? O dono do rifle ou o dono do dinheiro?

Certamente em uma situação em que não há outro acordo possível senão a guerra e a sobrevivência – o mais inato dos instintos humanos – quem iria sair vivo da disputa seria José com sua arma, porque faria da sua vontade de sobreviver a vencedora.

É claro que o mundo não é uma arena com dois jogadores e com apenas um pedaço de bife. Temos recurso suficiente para a sobrevivência de todos e temos espaço para todos. E é claro, também, que o ser humano se move com muito mais motivos do que apenas a sobrevivência. Assegurada a sobrevivência, busca o conforto, confortável, busca a supremacia, e assim em diante.

E neste cenário de complexidade podemos ligar os pontos: dinheiro e armas. Em quem você apostaria na situação que foi descrita, no endinheirado e desarmado João, ou no armado e agressivo José?

Bingo!

Apesar de toda a crise que os EUA estão sofrendo, eles ainda são o José do nosso mundo. O Oriente Médio pode ter o recurso energético, o Brasil pode ter a água potável, a China pode ter a maior população e assim em diante. Entretanto, numa situação de necessidade, quem vai prevalecer é quem tem o rifle na mão, é quem pode ASSEGURAR sua SOBREVIVÊNCIA.

O lastro do dinheiro é o poderio militar dos Estados Unidos da América.

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Links Recomendados para quem se interessa pelo assunto:

Extreme Money – Satyajit Das: resenha de um livro publicado pela respeitada FT Press que discorre sobre dinheiro, sobre como a crise foi formada nos EUA e seus efeitos pelo mundo.

The Century of Self: está no final do post indicado – legendado. É um documentário premiado da BBC que mostra como o sobrinho de Freud usou as ideias do tio para implantar o consumismo nos EUA. Interessante destacar como somos movidos pelos poderes da agressividade e do sexo, que moram em nosso inconsciênte.

Orçamento Militar atual por país: lista dos países por orçamento militar. É claríssimo o aumento do gasto militar em todas as nações, principalmente da China, em 4 anos quase dobrou.

Postado em 18/7/2012 por rslonik • 3 Comentários »

Com quem aprendemos sobre investimentos?

Aprender sobre investimentos

No que você investe? Com quem aprendeu a investir? Você busca novas informações a respeito de investimentos? Busca oportunidades diariamente? Faz as contas?

O breve vídeo do Dinheirama nos traz essa reflexão a respeito do dinheiro. Mostrando que a maioria dos jovens já busca informações na internet, mas que uma boa parcela ainda prefere se ater ao conhecimento da sua família quando o assunto é investimento.

Você deve ter algum conhecido que já disse “imóveis são o melhor investimento”, ou que “bolsa de valores é cassino”, não é verdade? Pois bem, aqueles que permanecem grudados à visão dos mais velhos podem perder grandes oportunidades. O motivo é simples, nunca existiu tanta oportunidade de investimento barata e ao alcance de todos.

Aprenda, informe-se, invista consciente. O Dinheirama é uma excelente fonte de informação pra isso!

Postado em 15/5/2012 por rslonik • Comments Off

Bolha bolha bolha, de expectativa

Pedreiro

“O preço médio do metro quadrado cobrado nos lançamentos com dois dormitórios em São Paulo registrou queda de R$ 440 no primeiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado.”

via Jornal Agora.

Não é novidade para quem me segue no twitter ou acompanha o novo-MUNDO que sou um pessimista nato, pois bem, com a ultra-valorização dos imóveis não poderia ser diferente. É um setor da economia que gosto de observar, principalmente no dia a dia, olhando imóveis pela cidade. E desde o começo de 2011 é fácil perceber que a oferta disparou de forma insana. Todo prédio que olho em Curitiba tem lá suas duas, três, até quatro placas de Vende-se ou Aluga-se. A oferta cresceu além da demanda, dá pra ver.

Será que todo consumidor potencial que existia já foi consumido pela onda de crédito e está endividado por 30 anos, ou será que uma parte dos consumidores em potencial não aceitou os preços que o mercado está pedindo? Difícil de responder essas e quaisquer outras questões sobre a oferta e demanda do setor imobiliário. Quem tem acesso aos dados, as instituições de corretores, por exemplo, dificilmente irão dizer que o mercado está saturado. Existe muito dinheiro nesse jogo.

É esperar para ver. Enquanto espero, vou pagando meu aluguel de 0,38% o valor do imóvel – sim, alugar está barato!

Postado em 10/5/2012 por rslonik • Comments Off