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Você vai melhorar o mundo, e não é através da política

Oliver, aquele cozinheiro gringo, dando sua sugestão de como resolver o problema de desperdício de comida, abraça o estilo de desenvolvimento sustentável usando criatividade e não sendo babaca e chato.

No programa que vi, ele mostrou que diversos tipos de peixes são capturados pelos barcos e depois descartados mortos no mar, porque tais barcos buscam tipos específicos de peixes, aqueles que vão satisfazer determinada demanda lá no final da linha, nos supermercados.

Como mudar este cenário? Criando leis que proíbam os barcos de jogar peixes mortos de volta ao mar? Óbvio que não. Oliver cozinha, nessa série, usando os peixes que mais são descartados, e diz para o consumidor procurá-los nos supermercados, pedir por eles, criar um demanda.

Oliver sugere uma mudança de comportamento sem ser chato. É vantagem para quem compra: vai ser mais barato (porque o peixe em questão é menos procurado porém existe em abundância) e pode ser gostoso igual, ou até melhor, fazendo as receitas e truques sugeridos por ele.

Ganância e sustentabilidade andam juntas quando o consumidor é inteligente e criativo. O capitalismo está aí e prova que o ser humano precisa do incentivo econômico para sobreviver e vencer além das suas necessidades básicas. Não é através da força da Leis criadas pelos governos é que o mundo vai ser melhor, é através da criatividade e liberdade econômica. ;)

O programa é o Jamie’s Fish Supper, do Channel4.

Postado em 22/12/2012 • por rslonik Comments Off

“Matando por si” seria um título bem melhor

No post anterior falei de um filme mas recomendei que não assistam, por isso resolvi contar sobre um outro filme que assisti e que gostei, e recomendá-lo para vocês.

Orra Brad Pitt, que filme foda, cara!

Orra Brad Pitt, que filme foda, cara!

Killing Them Softly (2012), no Brasil traduzido para O Homem da Máfia (tradução extremamente fraca, perde muito contexto).

Sinopse, do Adoro Cinema:

Nova Orleans. Um assalto a um jogo de pôquer ilegal, cujos participantes eram integrantes da máfia, abala o submundo do crime. O matador profissional Jackie Coogan (Brad Pitt) logo é contratado para investigar o caso, já que os chefões da máfia desejam que os responsáveis sejam punidos, mas sem estardalhaço. Entretanto, a hesitação de alguns dos participantes coloca a situação ainda mais fora de controle. Dirigido por Andrew Dominik (O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford) e com Richard Jenkins, Ray Liotta e James Gandolfini no elenco.

Vi o trailer: história com armas, máfia e Brad Pitt sendo fodão. Vamos ver.

Começa sem contexto e te deixa perdido, mas não perde a linha em nenhum momento. Aos poucos você vai capturando detalhes e sabe que existem mafiosos que jogam cartas, existem ladrões que roubaram os mafiosos, e existem contratados pelos mafiosos para resolver o problema do assalto. Até aí é fácil, fica desafiador quando o elemento da crise financeira americana entra no jogo – se ouve em vários momentos, num rádio ou numa TV ao fundo da cena, os discursos de George W. Bush sobre o crash de 2007.

É quando você precisa dar nome aos bois para saber que o filme faz um paralelo com os agentes financeiros, com os interventores do governo e com os bancos que foram gananciosos além do que o sistema aguentava. A partir daí, amigo, o filme se torna uma delícia.

E sabe o que é melhor? A última cena, assim como em Margin Call, é um brinde àqueles que saborearam e entenderam o filme, e que, por trabalhar com verdades, concordam plenamente.

Postado em 15/12/2012 • por rslonik Comments Off

Jornalismo sexual

Hillary Clinton desmaiou, e com a queda derivada do fato, bateu o cocoroto e teve uma concussão. Virou instantaneamente notícia de destaque em muitos portais de notícias dos Estados Unidos. O desespero por informar antes (mesmo que esteja errado), fez uma vítima ontem. Por um erro de informação, o irmão do assassino matador de 20 crianças foi tomado como autor e sua foto (encontrada no Facebook) decorou milhões de televisões e computadores do país como se aquele cara fosse o monstro que atirou em crianças. Após algumas mensagens de “Fuck you CNN”, ele apagou seu Facebook, provavelmente momentos antes de ser detido para esclarecimentos.

A ânsia por notícia (de quem informa e de quem quer se informar) só cresce enquanto nosso acesso é facilitado e aumentado via tecnologias de comunicação.

Ontem assisti um filme muito ruim chamado “Cosmópolis”, lançado há pouco, e com o Pattinson no papel de um bilionário que quer atravessar a cidade para cortar o cabelo. Num momento do filme, em sua limousine, ele conversa com uma alta funcionária de sua firma de investimentos. Ela conta que o ministro da economia da China fez uma pausa em um comunicado, e que a pausa estava sendo analizada para saber o que significava, e que o noticiário corria para informar que um novo fato sobre a respiração do ministro tinha sido analisada, e que talvez isso acarretasse em uma diferente análise sintática das palavras usadas, e as notícias não paravam de ser torcidas sobre aquele fato para tentar prever o que aconteceria no futuro.

Não veja o filme porque é muito ruim, mas se não for do seu controle e acabar assistindo, espere por essa cena e preste atenção, a interpretação erótica da mulher para simular o tesão da mídia em extorquir, o quanto antes, qualquer gota a mais de notícia, é sensacional.

Postado em 15/12/2012 • por rslonik Comments Off

Mas por que os ricos querem ficar ainda mais ricos?

É porque dinheiro, meu amigo, nunca é suficiente. Sempre vai ter alguém mais rico que você (não é o caso de uma pessoa no mundo, mas vamos relevar). Outro motivo para que as pessoas sejam mais gananciosas são as invenções sensacionalmente estranhas que os seres humanos protagonizam, como a Piscina Escondida.

Veja abaixo o vídeo, e se maravilhe com esta modernidade feita sob medida para aqueles condomínios em que vizinhos competem para ver qual tem o pau (conta corrente) maior.

:D

Como disseram em um site gringo: “CALE-SE, TOME TODO O MEU DINHEIRO E ME DÊ UMA PISCINA DESSAS”.

O Pato Donald Nazista que ganhou um Oscar

Nazi Donald

Na Segunda Guerra Mundial a propaganda era uma das mais fortes armas em ambos os lados. No lado Americano eis que até o Pato Donald da Disney entrou em campanha para arrecadar dinheiro da população para pagar os esforços de guerra. O curta de 1943 de Wall Disney mostra o Pato Donald como Nazista, trabalhando em uma fábrica de munição. O dia de Donald piora a cada instante até chegar ao insuportável, quando finalmente ele… ah, assista e veja.

Este curta ganhou um Oscar de Melhor Filme Animado da Academia, a única estatueta do pato em toda sua carreira.

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São vários pontos a considerar nesse filme. Primeiro que a TV dos dias de hoje não passa críticas como essa. Segundo é o Donald em uma linha de produção forçada (ó coitado, culpa do Ford?), alguém lembrou desse cara aqui? E terceiro é aquele final do vídeo, tão propício para o momento atual!

Imaginem Ben 10 salvando a América de mísseis Iranianos! Quanto seria o mimimi, não é? E se a Pixar fizesse um Toy Story sombrio, mostrando de onde vem o Woody, o Buzz e seus amigos? De uma China que explora trabalhadores, passando em muitos casos por cima de seus direitos humanos em favor da produtividade.

E a Turma da Mônica que cresceu, quando é que o Cebolinha vai fumar maconha? Quando é que a Mônica se tornará presidente muitos anos depois de ser torturada por um regime militar acusada de ser terrorista? Ou fazer um aborto? E a Rede Globo, teria coragem de exibir um desenho animado de um personagem que não acredita em Deus e não vai para o inferno ao morrer?

São tantas as críticas que precisam ser feitas, e a linguagem de desenho animado parece tão importante nessa tarefa. Mas ao que tudo indica as histórias animadas vão ficar mesmo nas temáticas fofinhas de amor e amizade.